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  • Foto do escritorLeonardo Siqueira

Harry's House: Vamos entrar e tomar uma xícara de café?

Olha só quem voltou! Diferentemente do que havia dito no post anterior (inclusive clica aqui para conferir) estou aqui pra falar sobre o novo álbum do Harry Styles, o Harry’s House.


Quem me conhece sabe, sou um grande fã de música e, principalmente, de divas pop - pra mim Harry Styles e Lil Nas x são diva pop sim! - e o que mais amo fazer sobre esse universo, é dar meus pitacos em músicas, clipes, discos e performances. Então já sabe ne? É isso que teremos aqui hoje.


Desde que conheci e virei fã de Lady Gaga e Katy Perry em meados de 2009, nunca tinha ficado obcecado por alguém quanto tenho estado pelo Harry desde seu último trabalho, o Fine Line. Suas músicas embalaram meus dias bons e ruins, inclusive a pandemia e o inicio do meu atual relacionamento. E não deu outra, virei fã! Acho Harry excêntrico, e com uma sonoridade única; uma produção musical moderna, mas ao mesmo tempo simples e complexa, exaltando a sonoridade singular de cada instrumento, culminando arranjos despretensiosos em uma verdadeira obra de arte auditiva. Além disso, ainda tem o combo crush da adolescência + personalidade + estilo + beleza e uma pitadinha de CONCEITO, que me faz, nos auge dos meus quase 25 anos, uma cadelinha de um astro do pop.



No último dia 20, Harry lançou o já supracitado, Harry's House que de acordo com ele, é de longe o trabalho mais íntimo até agora, pois representa uma liberdade que ele não teve em outros trabalhos. Durante a pandemia, o músico pode refletir e compor faixas que mostram mais da própria personalidade, e por isso o título do álbum "Casa do Harry". Existe algo mais nosso do que nossos sentimentos e pensamentos?


Antes de dar meus pitacos, faixa a faixa, preciso falar que estava esperando muito por desse álbum algo mais diferente do último. Na verdade, um Fine Line mais maduro, mas que ainda imprimisse aquela personalidade meio rock e indie que só ele sabe compor tão bem, no entanto, com letras mais densas. JURO, quando ouvi pela primeira vez, quase explodi de satisfação, pois pra mim, esse disco é EXATAMENTE isso!


Sem mais textões, (desculpa, eu estou animado!) vamos as minhas considerações, começando pelo lado A – sim, o álbum é dividido em 2 partes, que pra mim não fazem o menor sentido, mas disso eu falo no final.



MUSIC FOR A SUSHI RESTAURANT

Achei uma boa música para abrir o álbum, mas sinceramente, tão boba e vazia... o que difere ela é como o Harry consegue harmonizar e produzir qualquer coisa e transformar em algo "UAU", como por exemplo, o instrumental soa orgânico. Há músicos tocando. Há músicos pensando em arranjos. Há músicos bolando saídas melódicas menos óbvias. Há respiro. E tudo isso faz uma letra boba se transformar numa música animada, que explode, anima e lembra as musicas mainstream do Fine Line, fazendo esse álbum começar com a no energia do último álbum. É uma música luxuosa e não clichê.


LATE NIGHT TALKING

Ok, por mais que eu não tenha conseguido escolher minha música favorita do álbum, essa é uma das mais cotadas. Ela é o segundo single do álbum, e acredito que ela traz uma vibe do ultimo álbum também, mas de uma forma diferente e densa, amarrando muito bem com a faixa anterior, costurando a coesão do álbum. É uma musica romântica, otimista, muito fofa e bonitinha, com uma letra gostosa e instrumentais que fixam na nossa cabeça. Poderia facilmente ser trilha de algum casal teen de uma serie da Netflix. Não é a toa que é a favorita dos fãs.


GRAPEJUICE

Não poderia faltar uma faixa com nome de fruta né? Depois de Kiwi, Cherry e Watermelon Sugar, veio aí Grapejuice. É uma musica gostosinha, fofa com uma sonoridade que dá vontade de abraçar alguém que a gente ama. Novamente, o Harry traz instrumentais que são coesos as músicas já apresentadas no álbum, mas ao mesmo tempo são sons que já conhecemos no repertório do reizinho. É inovador e revolucionário? não. Mas, durante aqueles três minutos, cria ali pra você um lugar tão aconchegante, tão reconfortante… tão capaz de reconstruir a sua fé na humanidade.


AS IT WAS

Apenas a maior que temos e é isso. Amei desde a primeira vez que ouvi e, apesar de uma letra densa, é uma música que traz uma boa vibe e alegra meu coração. Há especulações sobre a música ser para Olivia Wilde e todo bafafá que antecedeu esse romance - Se quiser saber mais sobre as conspirações dessa música é só clicar aqui .

No mais, o sintetizador e a batida ao estilo A-Ha não deixam margem para dúvida: Harry Styles quis trazer os anos 1980 de volta, sem falar que a canção foi a mais rápida da história do Spotify a atingir a marca de 400 milhões de streams (apenas 39 dias) e pode se firmar como o maior sucesso da carreira do cantor britânico. Na minha opinião, foi uma boa escolha como primeiro singles, pois é uma musica que dita e apresenta como vai ser o tom do álbum.


DAYLIGHT

Assim que ouvi, logo remeti à faixa Daylight da Taylor Swift do álbum Lover (se você não sabe, Taylor e Harry já foram uma casal!!!). Essa especulação circulou pela rede e quando confrontado, o cantor quebrou as expectativas dizendo que não tem nada a ver. A musica é ótima, letra fofa, sonoridade muito “fresca” e que traz conforto. Uma excelente musica pra ouvir na estrada (juro, eu ouvi!), mas nada inovadora. Poderia ser facilmente uma música do primeiro álbum, homônimo, do Harry.


LITTLE FREAK

Ponto forte no ritmo e representa calmaria dentro do álbum, principalmente dentro do lado A do disco, já as outras são faixas mais dançantes e com ritmos avançados. Propensa a arrancar suspiros, e apesar de não ter tido muitos comentários por parte da crítica especializada, é uma boa música. A ponte e o refrão são tão gostosos, que mais uma vez, poderia ser tema de alguma serie da Netflix.


MATILDA


Legalzinha vai... não é minha favorita mas é uma música super gostosinha de ouvir e que traz calma. Tem uma produção simples, e se liga perfeitamente a Little Freak. É melancólica e apresenta violão e piano apenas, fechando assim o primeiro lado da produção.



CINEMA

O que mais me agrada nessa música é o ritmo, uma balada mais calma. De acordo com os críticos especializados é uma das melhores músicas do álbum, com potencial pra se tornar um sucesso... e eu discordo totalmente. Talvez dizem isso por falar explicitamente sobre o relacionamento de Styles com a atriz Olivia Wilde. No mais, acho uma música com conceito zero e apenas burburinhos da mídia em cima de um relacionamento entre duas pessoas famosas que foi regado à polêmicas. Nem a letra nem a produção são grandes coisas e extraordinárias. É uma musica linear que caminha num lugar só, que me deixa bem “ble”. Apesar de tudo que disso, ainda assim acho uma boa música, leve, gostosa de ouvir e coesa com o álbum, mas nada além disso.


DAYDREAMING

Uma vibe bem bossa nova hahaha... Achei bem música de novela das 9 do Maneco, quando mostra algum socialite tomando café da manhã no seu apartamento imenso com vista para a praia. Gosto muito da sonoridade, da letra, da produção. Pra mim essa sim é uma música que tem um potencial comercial. Ele experimenta novas batidas, e novos arranjos vocais que gera um som que explode num momento certo. Sem dúvidas, é a melhor performance vocal do álbum. Um ponto importante é que acho que essa em especial deveria ser mais longa, pois é tão reconfortante e especial que quando acaba e eu fico tipo “meu Deus só isso? Quero mais!”


KEEP DRIVING

Mais uma música bem no estilo trilha sonora de casal "boiolinha" da Netflix. Lindinha, gosto muito, mas não me surpreende. Sinceramente, acho até meio bobinha demais... a letra é meio sombria mas parece ter muita ironia para entendermos... fiquei até pensando se “keep driving” nesse contexto seja algo sobre sempre irmos pra frente e ir deixando coisas de lado, mas sinceramente não sei. É uma musica que dá uma "vibe", e que eu ouvi ela na estrada, e bate aquela onda que a gente pega em viagens sabe? Não tenho mais nada a dizer... pra Acho uma musica que daria tranquilamente pra ficar fora do álbum. Nele ela não agrega muito, e fora dele não faria diferença.


SATELLITE

Sem dúvidas minha favorita do lado B, letra boa, sonoridade excelente e bem construída no melhor estilo que o Harry gosta. Ela é rock, mas é indie; tem sintetizadores, e é um som elegante, faz a gente querer dar uma dançadinha, e falo com certeza: se for single vai ser sucesso! E mais uma vez: música pra romance boiolinha da Netflix hehehe


BOYFRIENDS

Se eu estivesse dando notas em casa faixa, com certeza a nota dessa seria DÓ. Mas calma, vou explicar. Apesar de não ter me descido muito bem, não consigo dizer que é ruim, porque facilmente não é. Contudo, não é uma canção que dá AQUELA vontade de ouvir levando em consideração toda atmosfera construída até então pelo álbum. Uma curiosidade é que a música retrata um relacionamento tóxico, e foi escrita para compor a setlist do Fine Line, porém acabou ficando de fora por Styles não estava satisfeito com ela. Por isso, fez várias versões, tanto de letra quanto de arranjo. No fim, a música entrou no Harry's House. Apesar dos pesares, acho a canção a cara do Harry numa versão mais acústica, e confesso que

quando ouvi ela no Coachella até coloquei fé que ela no álbum seria melhor. Ledo engano.


LOVE OF MY LIFE

Essa também é uma das minhas favoritas do álbum. Amo Amo Amo a construção, o ritmo, a voz potente, apesar de ser uma música melancólica, extremamente pessoal e fazer com que o álbum feche no fundo do poço, em termos de letra e história, é um fechamento com chave de ouro, sem mais.


CONSIDERAÇÕES GERAIS E FINAIS SOBRE HARRY'S HOUSE


As ideias de lados A e B trazidas por Harry no álbum vão por água abaixo uma vez que é imperceptível uma mudança explicita em sua obra quando, por exemplo, estamos ouvindo no Spotify. Francamente, uma grande palhaçada para tentar chamar mais atenção e acentuar o conceito do disco. Temos grandes exemplos na indústria, de álbuns que fazem com maestria uma divisão de história, conceito e principalmente de sonoridade. É o caso do Chromática, da Lady Gaga, que é dividido em três atos por introduções que são transições de momentos do álbum. Outro exemplo é o álbum Prism da Katy Perry, que é dançante e chiclete até certo ponto, e de uma faixa para outra é quebrado por sonoridades mais densas, melancólicas e letras reflexivas e tristes.


No mais, este álbum é uma obra-prima e esboça um jornada de sentimentos pessoais do Harry. Em seu primeiro álbum, Styles claramente fez músicas para que as pessoas gostassem dele; em seu segundo trabalho, Harry fez isso com uma pitada de personalidade; já neste último e mais recente, ele trouxe um mix de tudo, com achismos, sentimentos e intimidade. Tudo o que a indústria musical mainstream tenta condensar e fazer-nos engolir com repetições, ritmos e trocadilhos bobos, Harry trouxe com conceito, coesão e aclamação, tentando nadar contra a corrente e se impor como o artista que é e que veio para ficar.


Em breve volto com mais um conteúdo aleatório!


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